O dilema que rondava a disputa eleitoral do atual secretário de Estado do Entorno do Distrito Federal — e ex-prefeito de Valparaíso de Goiás — parece, enfim, caminhar para um desfecho. Movimentações cirúrgicas tanto no Executivo quanto no Legislativo indicam que a pré-campanha foi oficialmente deflagrada, deixando rastros evidentes no parlamento municipal.
Ao menos duas mudanças já se desenham no horizonte da Câmara. A primeira está confirmada: o vereador Edvaldo Marajó (PSD) assume ainda nesta semana a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, abrindo espaço para a primeira suplente, Nelma Camêlo (PSD). A segunda, embora ainda não oficializada, é tratada como iminente nos corredores do poder: o vereador Ricardo Viana (PDT) pode deixar o Legislativo para comandar a Secretaria Municipal de Saúde, o que garantiria o retorno do ex-vereador Plácido Cunha (PDT), primeiro suplente do partido.
Nos bastidores, acordos seguem sendo costurados a portas fechadas. As articulações não se limitam ao âmbito municipal e já alcançam a estrutura do Estado, com possibilidade de substituições inesperadas. Um jogo político clássico: celebração para quem assume, frustração para quem deixa o cargo.
Diante das evidências concretas e do que se ouve nos bastidores mais sensíveis do poder, ganha força a tese de que Pábio Mossoró (MDB) disputará uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). A decisão, se confirmada, provocará impacto direto no tabuleiro político do Entorno Sul — especialmente em Valparaíso de Goiás, onde o mesmo grupo político já conta com uma deputada estadual em plena pré-campanha de reeleição.
Embora matematicamente seja possível que ambos obtenham êxito em seus projetos eleitorais, é impossível ignorar o clima de desalinhamento interno e o sentimento de frustração que começa a emergir na sociedade valparaisense. Parte significativa do eleitorado esperava algo maior: uma dobradinha estratégica entre estadual e federal, capaz de ampliar a representatividade política do município.
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